Apresentação
Quarta cidade mais antiga do Brasil e Patrimônio Mundial da UNESCO pela Praça São Francisco, São Cristóvão é também um território estuarino, cortado pelos rios Paramopama, Poxim e Vaza-Barris e cercado por manguezais. Essa combinação de patrimônio histórico, águas e comunidades ribeirinhas torna a adaptação climática uma prioridade.
Nosso objetivo é tornar São Cristóvão uma cidade mais preparada para chuvas intensas, cheias e ondas de calor, com mais árvores, rios e mangues protegidos e uma população informada e engajada.
As cheias dos rios e os deslizamentos em encostas são os principais riscos climáticos de São Cristóvão. O Plano de Contingência da Defesa Civil mapeou dez setores de risco para inundações, alagamentos e deslizamentos, sete deles classificados como risco muito alto, e monitora os rios Paramopama, Poxim-Mirim e Vaza-Barris. Por isso, São Cristóvão está entre os dez municípios sergipanos priorizados pelo AdaptaCidades.
São Cristóvão aderiu ao AdaptaCidades em novembro de 2025 e, desde maio de 2026, trabalha na governança e no início do seu plano de adaptação.
| DATA | MARCO |
|---|---|
| 01/06/2026 | A Semana Municipal do Meio Ambiente abriu com um debate sobre mudanças climáticas, com palestra do professor Gregório Faccioli (UFS) e foco na preparação para eventos extremos. |
| 21/05/2026 | A oficina do AdaptaCidades em Aracaju, promovida por MMA, Semac e GIZ, deu início à estruturação da governança municipal e à construção dos planos. |
| 26/11/2025 | Em reunião da Semac com o MPC/SE, São Cristóvão e outros nove municípios aderiram ao AdaptaCidades. O prefeito Júlio Nascimento destacou a importância de planos bem elaborados para acessar financiamento. |
| 31/07/2025 | O MMA divulgou os 581 municípios priorizados pelo programa em todo o país. |
Antes mesmo do plano, São Cristóvão já vinha adotando medidas que reduzem riscos e emissões e aumentam a capacidade de adaptação do território.
Em março de 2026, a Prefeitura instalou ecobarreiras no Loteamento Lauro Rocha e no Rio Paramopama, na Cidade Baixa, para reter resíduos antes que chegassem aos rios e ao mar. A ação reuniu SEMMA, SEMSURB, SEMAGRI e o Consórcio de Saneamento da Grande Aracaju e mostrou bons resultados nos períodos de chuva. Em julho de 2026, o município lançou o Mangue Limpo da Cidade Mãe, que limpou os portos da Apagã e da Rita Cacete com pescadores, marisqueiras e catadores; o material reciclável recolhido foi destinado à associação de catadores, gerando renda.
Pelo programa São Cristóvão Verde, o município recebeu 800 mudas nativas em parceria com a Deso e realizou plantios no Dia da Árvore, com espécies como ipê, craibeira e jacarandá. Também plantou 150 mudas nativas em um terreiro de matriz africana, valorizando matas de comunidades tradicionais. As Semanas do Meio Ambiente incluíram plantios de árvores nativas em parques e margens de rios.
O município substituiu a iluminação pública por LED e, em 2024, com redução prevista de até 20% no custo de energia; na ciclovia do Rosa Elze, a troca por LED já havia reduzido o consumo em 70%. Uma escola municipal passou a ser abastecida por energia solar, e em 2026 começou a instalação de 11 sistemas fotovoltaicos, com 495 kW em prédios públicos e economia estimada de R$ 800 mil por ano.
Em 2025, a SEMMA e a SEMED lançaram nas escolas o programa Raízes do Futuro, com hortas escolares, oficinas de reciclagem e uso de áreas verdes. A Sala Verde funciona desde 2024 como espaço de formação. A Eco Expo Cidade Mãe e as ações do Dia Mundial da Água levaram o tema a estudantes, com exposições, rodas de leitura e plantio de mudas.
O FASC Sustentável, realizado desde 2022 no Festival de Artes de São Cristóvão, instalou ecopontos e estação recicladora; na edição de 2024, recolheu 2,5 toneladas de recicláveis, envolveu 2.810 pessoas em educação ambiental e evitou cerca de 22,5 toneladas de CO₂. O município mantém termo de acordo com a associação de catadores, integra o consórcio de resíduos sólidos da Grande Aracaju e desenvolve o projeto Reciclando para o Futuro nas escolas.
A Prefeitura aderiu à Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), mantida como programa contínuo, e lançou em 2026 o Guia de Práticas Sustentáveis. O município também reporta seus dados climáticos ao sistema CDP-ICLEI, que registra riscos, vulnerabilidades e consumo de energia.
O Plano Municipal de Adaptação será construído em etapas, com a participação de secretarias, Defesa Civil, universidades e comunidades:
- Consolidar a governança do plano, com equipe técnica intersecretarial.
- Elaborar o diagnóstico de riscos e vulnerabilidades climáticas, bairro a bairro.
- Ouvir a população em oficinas e consultas públicas, com atenção às áreas de risco e às comunidades ribeirinhas.
- Definir as medidas de adaptação, com prioridades, responsáveis e fontes de financiamento.
- Aprovar, implementar e monitorar o plano.
O município também busca recursos para ampliar as soluções baseadas na natureza, como a arborização urbana, o viveiro de mudas nativas e a recuperação de manguezais.
Participe. Acompanhe as notícias nesta página, participe das oficinas nos bairros e envie sugestões à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA):
Ponto Focal: Elisio Cristovão Souza dos Santos – Eng. Ambiental/Coordenador de Educação Ambiental e Projetos Sustentáveis
Contato: (79) 3045-4936
Apoio institucional
