Apresentação
O município de Russas está localizado na região do Baixo Jaguaribe e assumiu há muito tempo relevante papel na construção histórica do estado do Ceará. Quer como acesso preferencial aos sertões da antiga província aproveitando-se de sua rede hídrica, quer como área apropriada para instalação de sua população devido ao rico solo aluvial presente na região e a disponibilidade de água. A economia do Vale do Jaguaribe fortaleceu-se no final do século XVIII em virtude da pecuária, especialmente, a partir do comércio de carne bovina salgada ou de charque. Este avanço econômico motivou entre outras mudanças, a elevação de Russas à categoria de vila em 1799 (RODRIGUES NETO, 2014).
Localizada a 166 Km de Fortaleza pela BR-116 e a 127 Km de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Russas é o centro histórico da região e um dos três centros urbanos de maior hierarquia no Vale do Jaguaribe e Litoral Leste Cearense, junto a Aracati e Limoeiro do Norte, caracterizados por apresentarem entre si, condição básica para se integrarem à uma rede de cidades na nova dinâmica urbana (PRODEURB, 2017).
A vegetação característica de Russas e do sertão semiárido cearense é a caatinga. Esta vegetação é adaptada a um ambiente de solo pouco permeável, onde as chuvas são escassas (RIBEIRO, 2007).
Apesar da média e alta densidade da rede hidrográfica da região, o clima semiárido do nordeste brasileiro e o grande período consecutivo de baixa pluviosidade fazem com que a grande maioria dos cursos d’águas existentes no território de Russas encontre-se seca, assim como os açudes (PRODEURB, 2017).
O perímetro urbano atual limita-se ao norte e a leste pelos perímetros irrigados, e todo seu limite do sudoeste para nordeste, paralelo ao leito do Riacho Araibu, onde faz fronteira com áreas que predominam as extrações de argila e as indústrias cerâmicas. O perímetro urbano é amplo, considerando-se a área já urbanizada (PRODEURB, 2017).
O clima é o tropical quente semiárido e semiárido brando, com temperaturas médias anuais acima dos 18ºC e chuvas concentradas de 4 a 5 meses, entre janeiro e maio. Há pouca variação da precipitação anual, verificando-se os maiores valores nas cidades litorâneas (PANTALENA; MAIA, 2014).
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